Oklahoma, situada no coração dos Estados Unidos, é conhecida por suas paisagens diversas, rica história indígena e importante papel no setor energético.
Historicamente, a economia do estado está vinculada a indústrias como agricultura, petróleo e gás natural.
Nas últimas décadas, Oklahoma também avançou rumo à diversificação de sua base econômica, com o aumento do destaque das indústrias aeroespacial, de biotecnologia e energia renovável.
Oklahoma City, a capital do estado, e Tulsa, sua segunda maior cidade, atuam como polos econômicos, impulsionando seu desenvolvimento geral.
Com uma população de aproximadamente 4 milhões de pessoas, Oklahoma oferece um custo de vida relativamente acessível, tornando-se um local atraente para empresas e residentes.
Apesar de seu crescimento constante e conjuntura favorável para os negócios, Oklahoma vem enfrentando uma escassez considerável de mão de obra nos últimos anos, assim como muitas outras regiões dos Estados Unidos.
Oklahoma tem apenas 52 trabalhadores disponíveis para cada 100 vagas de emprego abertas.
Existem 104.000 vagas de emprego abertas e apenas 54.368 trabalhadores desempregados, com um índice de participação na força de trabalho de 61,8% e uma taxa de desemprego de 2,8%.
O índice de demissões voluntárias no estado é de 2,9%, e a taxa de contratação é de 4,9%.
Essa escassez abrange diversos setores, da produção industrial e saúde à hospitalidade e ao varejo.
A demanda pelo preenchimento de vagas na produção industrial também é evidente em Oklahoma.
De acordo com a Oklahoma Manufacturing Alliance (Associação da Produção Industrial de Oklahoma), o estado de Oklahoma enfrentará uma escassez de quase 20.000 trabalhadores até 2028.
Historicamente, a taxa de desemprego no Oklahoma é relativamente baixa, em parte graças à sua economia diversificada e fortes laços com setores como energia e agricultura.
Após a pandemia, o estado enfrentou um desequilíbrio considerável entre vagas de emprego e trabalhadores disponíveis.
A pandemia afetou o mercado de trabalho e acelerou tendências, como o envelhecimento da mão de obra e mudanças nas preferências dos trabalhadores.
O envelhecimento da população é um dos fatores contributivos mais importantes para a escassez de mão de obra.
Grande parte da força de trabalho de Oklahoma é composta por baby boomers, que estão se aposentando rapidamente e deixando déficits em setores que dependem fortemente de experiência e mão de obra qualificada.
Assim como em grande parte do país, a taxa de natalidade do estado vem diminuindo, o que significa que menos jovens estão entrando no mercado de trabalho para substituir os aposentados.
Essa mudança demográfica é especialmente evidente nos setores de produção industrial, construção civil e saúde.
Nessas indústrias, com a saída dos trabalhadores mais velhos, as empresas enfrentam dificuldades para encontrar funcionários qualificados suficientes para atender à demanda.
A pandemia afetou profundamente o mercado de trabalho em todo o país, e Oklahoma não é exceção.
Muitos trabalhadores deixaram seus empregos devido a problemas de saúde, dificuldades com o cuidado dos filhos ou reavaliação de suas prioridades profissionais.
Embora alguns tenham retornado ao mercado de trabalho, uma parcela considerável se aposentou precocemente, migrou para outros setores ou optou por trabalhos em meio período/freelancers ao invés de empregos tradicionais em tempo integral.
A pandemia aumentou a demanda em setores como saúde e logística, exercendo uma pressão ainda maior sobre a oferta de mão de obra que já estava limitada.
O setor de saúde, em especial, teve um aumento na demanda por enfermeiros, auxiliares e outros profissionais da área médica, levando a uma escassez crítica em hospitais e casas de repouso.
As expectativas dos trabalhadores em relação a salários, benefícios e equilíbrio entre vida profissional e pessoal mudaram, com muitos buscando empregos que ofereçam remuneração competitiva, horários de trabalho flexíveis e oportunidades de crescimento.
As pequenas e médias empresas em Oklahoma têm lutado para atender a essas novas expectativas, que transformaram a atração e a retenção de funcionários em um desafio.
O aumento do trabalho remoto durante a pandemia também impactou o mercado de trabalho.
Muitos trabalhadores, principalmente em setores como tecnologia e serviços profissionais, se acostumaram com a flexibilidade do trabalho remoto.
Isso levou a uma discrepância entre os empregos disponíveis – que, em muitos casos, exigem trabalho presencial – e as vagas que os trabalhadores buscam.
O Comitê identificou a escassez de creches em Oklahoma como um obstáculo importante à participação na força de trabalho.
Foram implementadas iniciativas para lidar com o déficit de qualificações, como programas de treinamento profissional e parcerias entre instituições de ensino e indústrias – no entanto, os desafios imediatos continuam sendo urgentes.
A escassez de mão de obra em Oklahoma teve amplos efeitos na economia do estado, impactando empresas, consumidores e a perspectiva econômica geral.
Muitas empresas em Oklahoma precisam de ajuda para contratar trabalhadores suficientes para atender à demanda, principalmente nos setores de produção industrial, hospitalidade e saúde.
Isso levou algumas empresas a reduzir os horários de funcionamento, adiar projetos ou até mesmo recusar clientes.
Em alguns casos extremos, a escassez de mão de obra resultou em fechamentos ou redução de pessoal.
A escassez tem sido especialmente acentuada para empresas que dependem bastante da mão de obra sazonal, como as de turismo ou agricultura.
Os empregadores precisaram oferecer salários mais altos, bônus de contratação e outros incentivos para atrair trabalhadores, o que aumenta os custos operacionais.
Os salários subiram à medida que as empresas disputam por uma força de trabalho com cada vez menos trabalhadores disponíveis.
Embora possam beneficiar os trabalhadores, essas medidas apresentam desafios para as empresas, principalmente aquelas com margens de lucros reduzidas.
A inflação salarial pode aumentar os preços para os consumidores, contribuindo para pressões inflacionárias na economia em geral.
A crise de mão de obra também causou transtornos na cadeia de suprimentos de Oklahoma, principalmente na logística e na produção industrial.
Os atrasos e a escassez se tornaram mais comuns, com menos trabalhadores transportando mercadorias, operando máquinas e gerenciando estoques.
Essas interrupções têm efeitos em cascata em toda a economia, impactando todas as áreas, desde o varejo à construção civil.
Os hospitais e casas de repouso em todo o estado enfrentam uma grave escassez de pessoal, resultando em tempos de espera mais longos, capacidade reduzida e esgotamento profissional entre os funcionários existentes.
A escassez de profissionais de saúde representa um desafio a longo prazo, principalmente com o envelhecimento da população do estado e o aumento da demanda por serviços médicos.
Aqui estão algumas estratégias para ajudar a lidar com a escassez de mão de obra:
- Programas de formação profissional e treinamento no local de trabalho
A criação de programas de formação profissional ou treinamento no local de trabalho pode ajudar as empresas no aperfeiçoamento da força de trabalho não qualificada, transformando candidatos de nível básico em funcionários qualificados.
Muitas vezes, os empregadores contratam pessoas sem habilidades específicas e oferecem treinamento interno, eliminando a necessidade de experiência prévia.
As empresas podem estabelecer programas formais de treinamento em parceria com agências de emprego locais e instituições de ensino para atrair candidatos em potencial.
O investimento na formação dos funcionários aumenta a probabilidade de retenção, pois os mesmos tendem a permanecer em empresas que priorizam seu crescimento.
Frustrados com um sistema universitário estadual que forma profissionais em áreas com baixa demanda e oferece oportunidades de renda limitadas – mesmo com vagas de emprego mais bem remuneradas que continuam desocupadas em Oklahoma – os senadores estaduais optaram por contornar o sistema universitário.
- Melhoria salarial e de benefícios
Oferecer salários e benefícios competitivos é uma das estratégias mais eficazes para recrutar trabalhadores não qualificados, principalmente considerando as crescentes expectativas pós-pandemia.
Oklahoma está entre os 20 estados que aderiram ao salário mínimo federal de US$ 7,25.
Os demais 30 estados definiram seus salários mínimos acima do nível federal.
A oferta de salários competitivos acima do salário mínimo ou do padrão da indústria pode atrair mais candidatos.
Ao oferecer benefícios adicionais, como assistência médica, férias remuneradas, contribuições para aposentadoria e auxílio-moradia ou transporte, é possível tornar as vagas mais atraentes para candidatos locais e estrangeiros.
A criação de caminhos claros partindo de funções de nível básico para cargos mais altos também pode atrair jovens trabalhadores que buscam crescimento e desenvolvimento profissional a longo prazo.
- Atrair aposentados de volta para o mercado de trabalho
Com a aposentadoria da geração baby boomer, as vagas deixadas por eles precisam ser preenchidas.
Muitos aposentados têm interesse em encontrar opções de emprego em meio-período ou com horários flexíveis.
Ao oferecer horários de trabalho flexíveis ou expedientes de meio-período, é possível atrair aposentados que desejam ganhar uma renda extra sem o compromisso de um emprego em tempo integral.
Ao oferecer funções menos fisicamente exigentes ou adaptar as responsabilidades do trabalho para atender às necessidades dos trabalhadores mais velhos, é possível incentivar mais aposentados a participar do mercado de trabalho.
- Contratação em comunidades desfavorecidas
As empresas têm a oportunidade de se conectar com grupos subutilizados de mão de obra não qualificada em comunidades desfavorecidas, incluindo veteranos, pessoas com deficiência e ex-presidiários.
As empresas podem fazer parcerias com organizações comunitárias, grupos de veteranos e programas de reabilitação para criar programas de extensão que ofereçam oportunidades de emprego a esses grupos.
Ao desenvolver programas especiais de contratação e fornecer suporte ao recrutamento, as empresas podem aumentar a participação dessas comunidades no mercado de trabalho.
Os empregadores podem ser elegíveis para créditos fiscais ao contratar pessoas desses grupos sub-representados, o que representa um incentivo adicional para o recrutamento.
- Programa de visto EB-3 para trabalhadores não qualificados
Nos Estados Unidos, o programa de visto EB-3 permite que empregadores contratem trabalhadores estrangeiros para cargos permanentes.
O programa inclui uma categoria de “Trabalhadores não qualificados” para cargos que exigem menos de dois anos de treinamento ou experiência.
Este visto é comumente utilizado nos setores de hospitalidade, produção industrial e agricultura.
Para utilizar este programa de forma eficaz, as empresas de Oklahoma podem fazer parceria com especialistas em imigração como a EB3.Work.
Essas empresas e especialistas podem colaborar para identificar candidatos em potencial, agilizar o processo de solicitação com recursos jurídicos e implementar estratégias de retenção, como disponibilizar orientação, assistência habitacional e outros benefícios para promover a retenção de trabalhadores a longo prazo.
- Colaboração com programas estaduais e federais de força de trabalho
Diversos programas estaduais e federais apoiam empresas no recrutamento e retenção de trabalhadores não qualificados.
Uma dessas iniciativas é o Oklahoma Works Initiative, que oferece subsídios para treinamento e recursos para ajudar os empregadores a treinar e reter funcionários.
Este programa facilita a conexão entre empresas e trabalhadores não qualificados em busca de emprego.
Programas federais, como a Lei de Inovação e Oportunidades para a Força de Trabalho (WIOA), também oferecem financiamento para treinamento e recrutamento, ajudando as empresas a cobrir os custos de contratação e treinamento de novos trabalhadores.
Em 23 de março de 2024, a Lei de Dotações Consolidadas Adicionais de 2024 foi sancionada.
Esta lei permite que o Secretário do Trabalho reserve uma porcentagem das dotações discricionárias para atividades e avaliações de integridade de programas.
A colaboração com agências estaduais de emprego, centros de capacitação profissional e faculdades comunitárias pode proporcionar acesso a um grupo de candidatos prontos para vagas não qualificadas.
Resumindo
As mudanças demográficas, os efeitos persistentes da pandemia de COVID-19 e as mudanças nas expectativas dos trabalhadores contribuíram para a situação atual.
Embora existam esforços para lidar com a escassez através de programas de formação da força de trabalho e mudanças nas políticas, os desafios continuam sendo consideráveis.
O futuro econômico do estado depende principalmente de sua capacidade de atrair e reter trabalhadores em setores essenciais.
Cada estratégia desempenha um papel essencial para reduzir a escassez de mão de obra, desde a criação de programas de formação profissional e a oferta de salários competitivos até a utilização do programa de visto EB-3 para trabalhadores estrangeiros.
A colaboração com programas estaduais e federais de desenvolvimento da força de trabalho proporciona mais recursos para ajudar as empresas a atender suas necessidades de mão de obra.
O sucesso dessas estratégias reside na capacidade das empresas se adaptarem às mudanças nas condições do mercado de trabalho e investirem no futuro de sua força de trabalho.
Ao combinar essas abordagens, Oklahoma pode criar uma força de trabalho mais resiliente, apoiar o crescimento econômico e garantir que o estado mantenha a competitividade na atração e retenção de trabalhadores.












