O estado de Wisconsin, situado no coração do Meio-Oeste americano, é conhecido por suas abundantes belezas naturais, paisagens diversificadas e próspero setor agrícola.
Wisconsin detém orgulhosamente o título de “Terra dos laticínios da América”, e contribui consideravelmente para a produção nacional de leite e queijo.
O estado possui uma sólida base industrial, especialmente nos setores de maquinário, processamento de alimentos e produtos de papel, que formam a espinha dorsal de sua economia.
Milwaukee, Madison e Green Bay oferecem comodidades urbanas e oportunidades de emprego.
Madison é conhecida por seu crescente setor de tecnologia, e Milwaukee por sua tradição industrial.
O estado também é um polo do ensino superior. A estrutura da Universidade de Wisconsin contribui consideravelmente para a pesquisa e inovação, impulsionando o crescimento intelectual e econômico do estado.
No entanto, Wisconsin enfrenta uma grave escassez de mão de obra.
A taxa de participação na força de trabalho é de 65,7%, enquanto a taxa de desemprego é de 2,9%.
A taxa de demissões voluntárias é de 2,3% e a taxa de contratação é de 3,3%.
Essa escassez afeta diversos setores em todo o estado, e foi amplificada por mudanças demográficas, necessidades financeiras em constante evolução e padrões de emprego em transformação.
A escassez de mão de obra não se limita mais a setores específicos.
Ela abrange toda a economia, impactando os setores de saúde, produção industrial, agricultura e educação.
A escassez decorre de fatores demográficos e estruturais.
A população de Wisconsin (e a do Meio-Oeste como um todo) está envelhecendo rapidamente.
Com o aumento do número de trabalhadores aposentados, há menos jovens disponíveis para ocupar seus lugares.
O estado tem apresentado um crescimento populacional mais lento do que outras regiões, impulsionado pela queda nas taxas de natalidade e pelos baixos níveis de migração líquida.
Essas tendências demográficas impactaram a força de trabalho de forma significativa, dificultando para empregadores de diversos setores a captação de trabalhadores qualificados que atendam às suas necessidades operacionais.
Um dos setores mais afetados é o da produção industrial.
O setor industrial de Wisconsin, que contribui para quase 16% da economia do estado, tem enfrentado dificuldades para preencher vagas para operadores de máquinas, engenheiros e operários de produção.
Com mais de 9.242 empresas produtoras em operação que empregam 574.469 pessoas, o setor serve como pilar da estabilidade econômica do estado.
O setor de saúde também está sofrendo com a escassez de enfermeiros, médicos e pessoal de apoio, o que aumenta a pressão sobre os serviços de saúde, principalmente em áreas rurais.
A agricultura, um componente vital da economia de Wisconsin, também está sendo afetada.
As fazendas leiteiras precisam de ajuda para encontrar trabalhadores dispostos a assumir funções fisicamente exigentes e empregos que costumam oferecer baixos salários.
Diversos fatores contribuem para a escassez de mão de obra, incluindo o envelhecimento da força de trabalho, a discrepância entre as habilidades exigidas pelos empregadores e as competências dos candidatos a emprego, e o impacto duradouro da pandemia no mercado de trabalho.
Esses fatores criaram uma crise trabalhista complexa e desafiadora para o Wisconsin.
Estratégias para lidar com a escassez de mão de obra em Wisconsin:
- Utilização do programa de visto EB-3
O programa de visto EB-3 é uma estratégia essencial para lidar com a escassez de mão de obra.
Ele permite que empregadores nos EUA contratem trabalhadores estrangeiros para empregos permanentes com poucas exigências de formação ou treinamento formal.
Na categoria de trabalhadores não qualificados, o EB-3 permite que candidatos sem qualificações específicas sejam empregados nos setores de agricultura, hotelaria e produção industrial.
Os trabalhadores contratados trabalharam 38,6 horas durante a semana de referência, uma redução em relação às 39,8 horas registradas em janeiro de 2023.
As indústrias do Wisconsin que enfrentam a falta de trabalhadores locais podem utilizar este programa para contratar trabalhadores estrangeiros.
Para garantir a conformidade do processo, é recomendável trabalhar com especialistas em imigração, como a EB3.Work.
- Expansão de programas de aprendizagem e treinamento
Para atrair mais trabalhadores nacionais, o estado de Wisconsin pode investir em programas de aprendizagem e treinamento em serviço voltados para trabalhadores não qualificados.
Esses programas oferecem experiência prática na produção industrial, construção civil e hotelaria, e proporcionam um caminho para o avanço na carreira.
Esses programas podem atrair indivíduos que estão ansiosos para trabalhar, mas talvez precisem de qualificações formais. Isso é possível através da redução das barreiras de entrada e disponibilização de treinamento pago.
Essas iniciativas também podem ser uma oportunidade para aumentar a capacitação dos trabalhadores, ajudando-os a passar gradualmente para funções com melhores salários.
- Aumentar salários e oferecer incentivos
Uma das formas mais diretas de atrair trabalhadores não qualificados consiste em oferecer salários competitivos e outros incentivos financeiros, como bônus de contratação, auxílio-mudança ou bônus por desempenho.
Os setores que enfrentam a maior escassez de mão de obra em Wisconsin, como a pecuária leiteira, o processamento de carne e a produção industrial, poderiam se beneficiar do aumento da remuneração e dos benefícios, tornando essas vagas mais atraentes do que empregos semelhantes em outras regiões.
O projeto de lei incluiu uma isenção do imposto estadual sobre ganhos de capital para vendas a ESOPs (Planos de Participação Acionária para Funcionários), cooperativas de trabalhadores ou fundos de propriedade dos funcionários.
Os incentivos não monetários, como horários flexíveis, benefícios de saúde e estabilidade no emprego, podem tornar os trabalhos não qualificados mais atraentes.
- Promover programas de reinserção no mercado de trabalho
Outra estratégia consiste em promover programas que ajudem as pessoas a retornar ao mercado de trabalho, principalmente aquelas que saíram devido a fatores como prisão, falta de moradia ou desemprego de longa duração.
Atualmente, há 2 milhões de pessoas presas nos Estados Unidos.
A participação em programas de educação correcional demonstrou a redução das chances de reincidência em 43%.
Isso destaca o impacto potencial das oportunidades educacionais na redução das taxas de reincidência entre ex-presidiários.
Os programas de reinserção profissional podem oferecer caminhos a essas pessoas para que elas consigam empregos não qualificados, muitas vezes começando com treinamento básico, mentoria e serviços de apoio.
Os empregadores do Wisconsin podem fazer parcerias com organizações sem fins lucrativos locais e agências governamentais para criar programas customizados de reinserção. Estes programas podem abordar aspectos específicos da escassez de mão de obra ao mesmo tempo que oferecem oportunidades de trabalho significativas.
- Atrair aposentados e trabalhadores mais velhos
O Wisconsin conta com uma população crescente de idosos, que podem estar abertos a trabalhos de meio período ou com horários flexíveis.
Apenas 16,8% dos residentes em idade de aposentadoria no estado continuam trabalhando.
O incentivo para o retorno dos aposentados ao mercado de trabalho em funções de meio período ou sazonais ajuda a preencher déficits de mão de obra não qualificada.
Os empregos no varejo, hotelaria ou agricultura, que costumam ter horários flexíveis, podem ser atraentes para trabalhadores mais velhos que buscam uma renda complementar ou oportunidade de se manterem ativos.
A oferta de cargos que exigem menos esforço físico e oferecem benefícios de saúde pode tornar essas funções ainda mais atraentes para a população idosa.
- Recrutar trabalhadores de estados vizinhos
Outra forma de lidar com a escassez de mão de obra é recrutar trabalhadores não qualificados de estados vizinhos.
Muitas partes do Wisconsin, principalmente suas regiões rurais, precisam se tornar mais atraentes para trabalhadores do próprio estado.
As feiras de emprego, os auxílios para mudança e as campanhas de recrutamento direcionadas em estados próximos – como Minnesota, Michigan ou Illinois – podem ajudar a atrair candidatos dispostos a se mudar em busca de oportunidades melhores.
Isso equivale a aproximadamente US$ 71,59 por hora, US$ 2.863 por semana ou US$ 12.408 por mês.
A oferta de moradia temporária ou auxílio no processo de mudança pode ser um incentivo adicional para que os trabalhadores de outros estados se mudem para trabalhar.
- Colaborar com escolas do ensino médio para promover a entrada precoce no mercado de trabalho
As empresas do Wisconsin podem colaborar com escolas de ensino médio e faculdades técnicas para promover a entrada precoce no mercado de trabalho e cultivar uma reserva de futuros trabalhadores.
Os empregadores podem colaborar com escolas locais para criar programas estruturados de trabalho-estudo que permitam aos alunos obter créditos enquanto adquirem experiência prática.
Os aprendizes recebem treinamento no local de trabalho e instruções especializadas em sala de aula.
Atualmente, há mais de 250 funções que disponibilizam programas remunerados de aprendizagem.
Os programas que permitem o trabalho de alunos por meio-período em funções não qualificadas enquanto concluem seus estudos podem oferecer renda e experiências importantes, além de ajudar a suprir a falta de mão de obra em setores como varejo, hotelaria e agricultura.
Conclusão
A resposta à escassez de mão de obra em Wisconsin, principalmente para funções não qualificadas, exige uma abordagem multifacetada que envolve várias estratégias e iniciativas.
Ao utilizar programas de imigração como o visto EB-3, aumentar salários para atrair e reter trabalhadores, expandir programas de reentrada no mercado para reintegrar indivíduos à força de trabalho e captar setores locais da população (como aposentados e estudantes do colegial), os empregadores do Wisconsin podem estabelecer uma mão de obra mais sustentável e diversificada.
As iniciativas colaborativas com agências estatais, instituições de ensino e organizações sem fins lucrativos podem garantir que o estado atenda às suas necessidades imediatas de mão de obra e desenvolva uma força de trabalho resiliente, adaptável e preparada para futuros desafios.
Esta abordagem abrangente atenderá à escassez de mão de obra atual e contribuirá para o desenvolvimento econômico do estado e sua prosperidade a longo prazo.












